Amanheceu, peguei a viola
Tom: C
C F G C |2
Amanheceu, peguei a viola botei na sacola e fui viajar |x
F
Sou cantador e tudo nesse mundo,
Vale prá que eu cante e possa praticar.
G/B
A minha arte sapateia as cordas
D G
E esse povo gosta de me ouvir cantar.
F
Ao meio-dia eu tava em Mato Grosso,
Do sul ou do norte, não sei explicar.
G/B
Só sei dizer que foi de tardezinha,
D G
Eu já tava cantando em Belém do Pará.
F
Em Porto Alegre um tal de coronel,
pediu que eu musicasse um verso que ele fez.
G/B
Para uma china, que pela poesia,
D G
Nem lá em Pequim se vê tanta altivez.
F
Parei em minas prá trocar as cordas,
E segui direto para o Ceará.
G/B
E no caminho fui pensando, é lindo,
D G
Essa grande aventura de poder cantar.
F
Chegou a noite e me pegou cantando,
Num bailão, no norte lá do Paraná.
G/B
Daí prá frente ninguém mais se espanta,
D G
E o resto da noitada eu não posso contar.
C F
Anoiteceu, e eu voltei prá casa,
G C
Que o dia foi longo e o sol quer descansar.
Tom: A
Intro: A
A
Ele foi levando boi, um dia ele se foi no rastro da boiada
D
A poeira é como o tempo, um véu, uma bandeira, trpoa viajada
A
Foram indo lentamente, calmos e serenos, lenta caminhada
D
E sumiram lá na curva, na curva da vida, na curva da estrada
E7
E depois dali pra frete, não se tem notícias, não se sabe nada
A G
Nada que dissesse algo
D A/E
De boi, de boiada, de peão de estrada
C G/G
Disse um viajante, história mal contada
Bb D/A C
Ninguém viu, nem rastro, nem homem, nem nada
A
Isso foi há muito tempo, tempo em que a tropa ainda viajava
D
Com seus fados e pelegos no rangeu do arreio ao romper da aurora
A
Tempos de estrelas cadentes, fogueiras ardentes, ao som da viola
D
Dias e meses fluindo, destino seguindo, e a gente indo embora
E7
Isso tudo aconteceu no fato que se deu, faz parte da história
A G D
E até hoje em dia quando junta a peãozada
A/E C
Coisas assombradas, verdades juradas
G/B Bb
Dizem que sumiram, que não existiram
D/A
Ninguém sabe nada
A
Ele foi levando boi, um dia ele se foi no rastro da boiada
D
A poeira é como o tempo, um véu, uma bandeira, tropa viajada
E
Foram indo lentamente, calmos e serenos, lenta caminhada
D
Dias e meses seguindo, destino fluindo, e a gente indo embora
E7
Isso tudo aconteceu no fato que se deu, faz parte da história
A G D
E até hoje em dia quando junta a peãozada
A/E C
Coisas assombradas, verdades juradas
G/B Bb
Dizem que sumiram, que não existiram
D/A
Ninguém sabe nada
Tom: A
A D F#m7 Bm B7
depois da curva da estrada tem um pé de araçá,
B B7 Em
sinto vir água nos olhos, toda vez que passo lá.
G C G G# A
sinto o coração flechado, cansado de solidão.
D E A
penso que deve ser doce, a fruta do coração.
D
vou contar para o seu pai, que você namora.
C G
vou contar prá sua mãe, que você me ignora.
C B Em Gm
vou pintar a minha boca, do vermelho da amora.
D Em A
que nasce lá no quintal, da casa onde você mora.
solo
D
vou contar para o seu pai, que você namora.
C G
vou contar prá sua mãe, que você me ignora.
C B Em Gm
vou pintar a minha boca, do vermelho da amora.
D Em A
que nasce lá no quintal, da casa onde você mora.
D
depois da curva da estrada.
Tom: A
A Bm7 E7 A
Quem quer casar com a filha do rei ?
F#7 Bm7 E7 A F#7
Ganha coroa feita de ouro
A Bm7 E7 A
Quem quer casar com a filha do rei ?
F#7 Bm7 E7 A
Ganha coroa feita de ouro
B7 E
Ganha a menina mais linda do reino
G#7 C#m7 E7
prá quem a fada madrinha previu
Bm7 E A
será prendada, inteligente
F#7 Bm7 E A
terá por certo mil pretendentes
Bm7 E A
será prendada, inteligente
F#7 Bm7 E A
terá por certo mil pretendentes
B7 E
Mas uma bruxa malvada falou
G#7 C#m7 E7
que a princezinha só encontra um amor
Bm7 E A
se ele for um bom cavaleiro
F#7 Bm7 E A F#7
que vença em luta trinta guerreiros
Bm7 E A
se ele for um bom cavaleiro
F#7 Bm7 E A
que vença em luta trinta guerreiros
B7 E
E que sózinho sem nada na mão
G#7 C#m7 E7
No corpo a corpo ele enfrente o dragão
B7 E
Mas como a estória não encontra ninguém
G#7 Cm7 E7
que lhe conceda um fim que convém
Bm7 E7 A
traga uma rosa dessas à toa
F#7 Bm7 E7 A
leva a princesa, ganha a coroa
Tom: D
Intro: (D9 D G7+)
D9 G7+ D9 G7+
É de sonho e de pó, o destino de um só
D F#7 Bm
Feito eu perdido em pensamentos
F# F#4 F#
Sobre o meu cavalo
Bm7 E7 Bm7 E7
É de laço e de nó, de gibeira o jiló,
Bm7 F#7 Bm7
Dessa vida cumprida a sol
| G D3b Em7 A7
| Sou caipira, Pirapora Nossa
| D F#7 Bm
| Senhora de Aparecida
| Bm7b G D3b Em7 A7
| Ilumina a mina escura e funda
| D D4 D D9 (D4/7)
| O trem da minha vida
D9 G7+ D9 G7+
O meu pai foi peão, minha mãe solidão
D9 F#7 Bm
Meus irmãos perderam-se na vida
F# F#4 F#
Em busca de aventuras
Bm7 E7 Bm7 E7
Descasei, joguei, investi, desisti
Bm7 F#7 Bm
Se há sorte eu não sei, nunca vi
...
D9 G7+ D9 G7+
Me disseram porém que eu viesse aqui
D F#7 Bm
Pra pedir de romaria e prece
F# F#4 F#
Paz nos desaventos
Bm7 E7 Bm7 E7
Como eu não sei rezar, só queria mostrar
Bm7 F#7 Bm
Meu olhar, meu olhar, meu olhar
Tom: C
Intro: C
C F
Vou nas asas dessa manhã
C F
E bons tempos me levarão
F C
Para Goiás, Minas Gerais e Maranhão
F
Vai, como quem pra guerra vai
C F
Que depois eu vou com você
C F C F C
Vai, pra além daqui, além dali, além de nós
F
Êta destino mais atrevido
Seguir em seguir, seguindo
C
Por aí feito um cigano
F
Eu aprendi a ver esse mundo
Com meu olhar mais profundo
C
Que é o olhar mais vagabundo
Em F F/G
Eu ando pelas estradas
F/A C
Quem sabe a gente já se viu
Bb C/E F/G C
Por aí, um dia quem sabe
C F C F
Nessa vida tudo se faz sob três missões naturais
C F C
Primeiro nascer, depois viver e aprender
C F C F
Só o aventureiro é capaz de partir e não voltar mais
C F C
Se realizar, depois sonhar, então morrer
F
Disse meu pai, não lhe digo menino
Você há de aprender com o sino
C
Qual o rumo, qual a direção
F
E disse o sino: alegria garoto
Esse pai será sempre seu porto
C
Não se acanhe se houver solidão
Em F F/G
Eu ando pelas estradas
F/A C
Quem sabe a gente já se viu
Bb C/E F/G C
Por aí, um dia quem sabe
