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Renato Teixeira
Amanheceu, peguei a viola
Tom: C     
       C              F               G           C    |2
Amanheceu, peguei a viola botei na sacola e fui viajar |x
                           F
Sou cantador e tudo nesse mundo, 
Vale prá que eu cante e possa praticar.
        G/B
A minha arte sapateia as cordas 
             D                    G 
E esse povo gosta de me ouvir cantar.
         F
Ao meio-dia eu tava em Mato Grosso, 
Do sul ou do norte, não sei explicar.
                 G/B
Só sei dizer que foi de tardezinha, 
               D                   G   
Eu já tava cantando em Belém do Pará.
              F
Em Porto Alegre um tal de coronel, 
pediu que eu musicasse um verso que ele fez.
           G/B
Para uma china, que pela poesia, 
              D                  G
Nem lá em Pequim se vê tanta altivez.
               F
Parei em minas prá trocar as cordas,
E segui direto para o Ceará.
                    G/B
E no caminho fui pensando, é lindo, 
                 D                G 
Essa grande aventura de poder cantar.
                F
Chegou a noite e me pegou cantando, 
Num bailão, no norte lá do Paraná.
          G/B
Daí prá frente ninguém mais se espanta,
                 D                   G
E o resto da noitada eu não posso contar. 
       C                     F  
Anoiteceu, e eu voltei prá casa, 
               G                        C  
Que o dia foi longo e o sol quer descansar.

Boiada
Tom: A
Intro: A
A      
Ele foi levando boi, um dia ele se foi no rastro da boiada
D
A poeira é como o tempo, um véu, uma bandeira, trpoa viajada
A
Foram indo lentamente, calmos e serenos, lenta caminhada
D
E sumiram lá na curva, na curva da vida, na curva da estrada
E7
E depois dali pra frete, não se tem notícias, não se sabe nada
A                   G
Nada que dissesse algo
              D                 A/E
De boi, de boiada, de peão de estrada
            C                     G/G
Disse um viajante, história mal contada
                   Bb                    D/A   C
Ninguém viu, nem rastro, nem homem, nem nada
A
Isso foi há muito tempo, tempo em que a tropa ainda viajava
D
Com seus fados e pelegos no rangeu do arreio ao romper da aurora
A
Tempos de estrelas cadentes, fogueiras ardentes, ao som da viola
D
Dias e meses fluindo, destino seguindo, e a gente indo embora
E7
Isso tudo aconteceu no fato que se deu, faz parte da história
   A                G               D
E até hoje em dia quando junta a peãozada
            A/E                 C
Coisas assombradas, verdades juradas
             G/B                Bb
Dizem que sumiram, que não existiram
              D/A
Ninguém sabe nada
A
Ele foi levando boi, um dia ele se foi no rastro da boiada
D
A poeira é como o tempo, um véu, uma bandeira, tropa viajada
E
Foram indo lentamente, calmos e serenos, lenta caminhada
D
Dias e meses seguindo, destino fluindo, e a gente indo embora
E7
Isso tudo aconteceu no fato que se deu, faz parte da história
   A                G               D
E até hoje em dia quando junta a peãozada
            A/E                 C
Coisas assombradas, verdades juradas
             G/B                Bb
Dizem que sumiram, que não existiram
              D/A
Ninguém sabe nada

Amora
Tom: A
                A          D  F#m7             Bm   B7 
     depois da curva da estrada tem um pé de araçá,
         B                B7                  Em
     sinto vir água nos olhos, toda vez que passo lá.
     G                  C          G         G#    A
     sinto o coração flechado, cansado de solidão.
                 D                         E        A
     penso que deve ser doce, a fruta do coração.
              D
     vou contar para o seu pai, que você namora.
           C                                G
     vou contar prá sua mãe, que você me ignora.
             C            B                   Em    Gm
     vou pintar a minha boca, do vermelho da amora. 
                      D                         Em     A
     que nasce lá no quintal, da casa onde você mora.
     solo
               D
     vou contar para o seu pai, que você namora.
            C                              G
     vou contar prá sua mãe, que você me ignora.
              C          B                      Em Gm
     vou pintar a minha boca, do vermelho da amora.
                     D                            Em A
     que nasce lá no quintal, da casa onde você mora.
                             D
     depois da curva da estrada.

A filha do rei 
Tom: A
A       Bm7            E7          A   
Quem quer casar com a filha do rei ?   
 F#7     Bm7      E7     A  F#7   
Ganha  coroa feita de ouro    
 A             Bm7        E7      A   
Quem quer casar com a filha do rei ?  
 F#7     Bm7       E7     A   
Ganha  coroa feita de ouro   
 B7                    E   
Ganha a menina mais linda do reino  
 G#7          C#m7          E7   
prá quem a fada madrinha previu   
 Bm7         E          A   
será prendada, inteligente    
 F#7            Bm7    E    A   
terá por certo mil pretendentes  
 Bm7        E          A   
será prendada, inteligente    
 F#7         Bm7       E    A   
terá por certo mil pretendentes  
 B7                E   
Mas uma bruxa malvada falou  
 G#7        C#m7             E7   
que a princezinha só encontra um amor    
 Bm7            E          A   
se ele for um bom cavaleiro   
 F#7            Bm7       E     A     F#7   
que vença em luta trinta guerreiros    
 Bm7           E         A   
se ele for um bom cavaleiro   
 F#7          Bm7      E       A   
que vença em luta trinta guerreiros   
 B7             E   
E que sózinho sem nada  na mão  
 G#7            C#m7             E7   
No corpo a corpo ele enfrente  o dragão   
 B7                       E   
Mas como a estória não encontra ninguém  
 G#7            Cm7            E7   
que lhe conceda um fim que convém   
 Bm7         E7           A   
traga uma rosa dessas à toa    
 F#7           Bm7    E7       A   
leva  a princesa, ganha  a coroa 

Romaria
Tom: D
Intro: (D9 D G7+)
     D9              G7+ D9               G7+
     É de sonho e de pó, o destino de um só
          D        F#7        Bm
     Feito eu perdido em pensamentos
                    F#  F#4  F#
     Sobre o meu cavalo
     Bm7            E7        Bm7      E7 
     É de laço e de nó, de gibeira o jiló, 
            Bm7    F#7      Bm7
     Dessa vida cumprida a sol
     |       G     D3b  Em7   A7
     | Sou caipira, Pirapora Nossa
     |          D F#7   Bm
     | Senhora de Aparecida
     | Bm7b   G   D3b   Em7      A7
     | Ilumina a mina escura e funda
     |                   D  D4  D  D9  (D4/7)
     | O trem da minha vida
     D9              G7+ D9           G7+
     O meu pai foi peão, minha mãe solidão
      D9           F#7           Bm
     Meus irmãos perderam-se na vida
                       F#  F#4  F#
     Em busca de aventuras
     Bm7         E7        Bm7      E7 
     Descasei, joguei, investi, desisti
            Bm7         F#7      Bm
     Se há sorte eu não sei, nunca vi
     ...
     D9            G7+ D9             G7+
     Me disseram porém que eu viesse aqui
      D              F#7     Bm
     Pra pedir de romaria e prece
                    F#  F#4  F#
     Paz nos desaventos
     Bm7               E7        Bm7      E7 
     Como eu não sei rezar, só queria mostrar
            Bm7      F#7        Bm
     Meu olhar, meu olhar, meu olhar

Missões naturais
Tom: C
Intro: C
C                     F
Vou nas asas dessa manhã
C                   F
E bons tempos me levarão
              F        C
Para Goiás, Minas Gerais e Maranhão
                          F
Vai, como quem pra guerra vai
C                       F
Que depois eu vou com você
C          F     C     F   C
Vai, pra além daqui, além dali, além de nós
F
Êta destino mais atrevido
Seguir em seguir, seguindo
                  C
Por aí feito um cigano
F
Eu aprendi a ver esse mundo
Com meu olhar mais profundo
                       C
Que é o olhar mais vagabundo
Em        F       F/G
Eu ando pelas estradas
       F/A               C
Quem sabe a gente já se viu
    Bb     C/E       F/G  C
Por aí, um dia quem sabe
 C                  F   C                  F
Nessa vida tudo se faz sob três missões naturais
  C                F     C
Primeiro nascer, depois viver e aprender
C                   F    C                      F
Só o aventureiro é capaz de partir e não voltar mais
C             F          C
Se realizar, depois sonhar, então morrer
F
Disse meu pai, não lhe digo menino
Você há de aprender com o sino
                       C
Qual o rumo, qual a direção
F
E disse o sino: alegria garoto
Esse pai será sempre seu porto
                           C
Não se acanhe se houver solidão
Em        F       F/G
Eu ando pelas estradas
       F/A               C
Quem sabe a gente já se viu
    Bb     C/E       F/G  C
Por aí, um dia quem sabe